Pequim

•Agosto 19, 2008 • 1 Comentário

Os JO de 2008 confirmam uma regra antiga: Em Portugal somos do 8 ou 80.

Antes eufóricos, agora quase depressivos.

Primeiro ganhavam-se medalhas a rodos, depois passamos a ser os piores do mundo.

Não tentando perceber onde está o exagero, há no entanto situações que se devem analisar.

Em vez de desculpas, era curioso obter algumas respostas, nomeadamente:

· Porque se queixam os perdedores (no judo) dos árbitros (ainda havemos de chegar “ao sistema”) quando já parecia evidente que o problema era outro?

· Porque é que tivemos azar nos sorteios (também no judo), quando os melhores éramos nós?

· Porque é que só nós (na vela) nos queixámos de uma câmara de filmar quando todos os outros estavam nas mesmas condições?

· Como é que alguém (no atletismo, 200 metros) que concorre aos JO “bloqueia um pouco com o estádio cheio” ou faz dos Jogos “uma boa experiência para os próximos campeonatos da Europa”?

· Como é que não se é “muito dada a este tipo de competições” (no lançamento do martelo), tendo lutado para lá estar?

· Como se suporta que alguém (no lançamento do peso) diga que “de manhã só é bom… dormir” (nem vale a pena link)?

· Como é que se desistem de provas (no atletismo, 5000 metros) para que se estabeleceram mínimos (e se receberam bolsas) dizendo que “as africanas são fortes, não vale a pena lutar contra elas” ou porque se acaba uma carreira (nos 200 metros)?

· Porque se pagam subsídios a esta gente? Porque vão atletas treinar para o estrangeiro, à custa de subsídios que se estendem aos seus treinadores… estrangeiros (deixando os treinadores nacionais, aqueles com que se conseguiram os melhores resultados, no desemprego)?

É melhor não continuar e procurar perceber estes pontos…

Entre as várias respostas que podem ser dadas, destaco duas explicações:

· Falta a alguns perceber que a “alta competição não é brincadeira nenhuma” e que não “basta fazer meia dúzia de provas, andar a receber e está feito”;

· “Se calhar temos facilidades a mais”.

Ironicamente, as respostas foram dadas pela Vanessa Fernandes, a única atleta que até agora ganhou uma medalha.

E, se na sua prova ela conquistou a medalha de prata, com a análise que fez da situação actual, merecia uma medalha… de ouro.

Em contrapartida, podia-se dar uma medalha de latão ao Sócrates.

Já que ele ficou comovido com as palavras do Obikwelu (que recebeu subsídios para treinar para uma prova que acabou por não querer participar), era mais uma possibilidade para perceber se ele não tem vontade de chorar com tudo isto…

Enquanto isso vamos acreditar que o hino ainda faz sentido.

Nota: Acabamos de perder mais uma possibilidade de obter um bom resultado. Desta vez, penso que não é desculpa se a Naide disser que teve uma infelicidade tremenda…basta ver os resultados da prova.

Jornais

•Agosto 13, 2008 • Sem Comentários

Gosto muito de ler Jornais. Se calhar por isso, sou exigente.

É essa exigência que, em determinadas situações, para aprofundar o que se escreve, me faz ler as mesmas notícias em mais do que um Jornal.

É evidente que as notícias, por muito que sejam sobre um mesmo assunto, diferem sempre de Jornal para Jornal (ou de Jornalista para Jornalista).

O que já não é tão evidente é que a maneira como determinada notícia é redigida, torne um mesmo assunto em duas situações completamente diferentes… e enganadoras.

Está fresco o exemplo JN e Sol de 2008.08.13.

Vale a pena destacar duas passagens:

· No JN: “A vítima terá também denunciado a existência de uma arma, tendo sido encontrada uma pistola de calibre 7.65 milímetros, que não estava legal, após uma busca efectuada com a autorização do proprietário.

· No Sol: Carolina Salgado contactou então os elementos do corpo de segurança da PSP, dizendo-lhes que fora agredida por Rolo e que ele tinha uma arma ilegal em casa. Estes, por seu turno, chamaram a GNR local.” … “Com o consentimento do proprietário, os guardas fizeram buscas na estalagem, tendo encontrado uma pistola de pequeno porte, mas no apartamento que estava ocupado pela mãe de Carolina Salgado.

A única justificação que encontro é o JN não ter entendido que a Carolina era a vítima.

Se calhar até se compreende…

Nota: Fazendo já o papel de vítima (diferente da referida, claro), precavendo uma eventual alteração por parte do JN, defendo-me com uma imagem…

Messenger

•Julho 15, 2008 • Sem Comentários

Como muitos mortais, uso o Windows Live Messenger (o “Messenger” ou “MSN”).

Embora com presença menos assídua, continuo a ligá-lo algumas vezes.

Entre algumas coisas que nunca entendi, há uma que se destaca e que me tem perseguido amiúde.

O que leva as pessoas a transformar a sua identificação num jogo de descodificação? Porque é que se aproveitam os nicks para declarações de venda, amor, saudade, empolgamento ou tristeza?

Não era mais fácil colocar o Nome (sim, aquele de baptismo), que aparecia de forma ordenada na Lista de todos os Contactos, em vez de ser necessário descobrir que “o chocolate não engorda, quem engorda és tu” é a Marta ou que a Maria é a “Vendo T1 em Alfarelos”?

No entanto, não foi por isso que escrevi o post.

O verdadeiro motivo, está relacionado com aqueles que gostam de demonstrar os seus sentimentos.

É que, enquanto estava ligado, vi entrar o “A-M-I-G-A-S, o fim de semana foi perfeito”. Descontando a minha embirração, nada haveria de extraordinário se eu não soubesse que a semana que passou foi dolorosa para o agora felizardo porque… deixou de ser noivo. Por vontade dela, note-se.

Se eu percebi a necessidade, ele queria dar um recado à malta: “Querida, bebi umas vodkas e beijei umas bocas repetidas. Já te esqueci”.

Mas, afinal de contas, a ser assim, não era mais fácil ser esse o nick?

Como o tema é vasto, hei-de voltar a ele.

Espanha

•Julho 8, 2008 • Sem Comentários

Sempre achei um exagero a ideia que alguns defendem de que em Espanha é que é.

Nacionalismos à parte, prefiro ser Português.

Mas, é de convir que tendo eles ganho o último Europeu em Futebol, triunfando consecutivamente no Hóquei em Patins, Basquetebol, Andebol ou Motociclismo, saíndo vitoriosos com Nadal (que vitória em Winbledon) ou Valdeverde (no Tour), mais nos vale comprar um escudo (um daqueles que não se trocam por euros).

É que, para comparar e apoucar, ainda temos o “Alonso” do Sócrates…

Morangos

•Julho 2, 2008 • Sem Comentários

Não acredito que a verdade seja sempre como o azeite.

Mas, de vez em quando, é mesmo verdade que assim acontece.

A pobre conseguiu apenas denunciar casos que já eram do conhecimento público (leia-se, suposições).

O que não conseguiu foi arranjar provas.

Há uma conclusão evidente: Mesmo não nomeando ninguém, toda a gente sabe que estou a falar da Carolina (sim, essa).

E essa é a maior prova de que… ela mente.

Toma lá morangos

Contrastes

•Julho 1, 2008 • Sem Comentários

Ontem, no mesmo jornal, saíram duas notícias curiosas.

Uma refere que em Portugal há mais de 500 mil pessoas viciadas em sexo. A outra, fala de um estudo que indica que existem 3 milhões de adultos infelizes com a sua vida sexual.

Sendo verdade que a faixa etária inferior a 14 anos e com mais de 65, soma 30% da população, percebe-se que só metade dos “activos” é que está feliz ou não sofre de nenhuma patologia.

Só de imaginar que a estes números ainda é preciso descontar aqueles que não gostam…

País de tolos é o que é.

Link dos Infelizes

Link dos Viciados

Furacão Scolari

•Junho 28, 2008 • Sem Comentários

Ele tinha razão…

“E o burro sou eu”?

Link

Camionistas

•Junho 27, 2008 • Sem Comentários

Estrada, carros, trânsito, barulhos, camionistas e outros condutores.

As cenas são as de sempre.

Hoje vi mais uma.

Os dos veículos ligeiros gesticulavam e os camionistas insultavam.

Lembrei-me dos recentes protestos.

Não faço ideia se já têm o combustível mais barato mas, gostava de saber se nas exigências que fizeram incluíram as gritantes necessidades de Formação que têm…

Sempre era mais um passo para se diferenciarem dos selvagens.

Adão e Eva

•Junho 27, 2008 • Sem Comentários

Estou a precisar borrifar-me para algumas coisas.

Cá estou…